Malefícios do refrigerante: saiba as razões para evitar o consumo da bebida


O refrigerante é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo e, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sexto alimento mais consumido por adolescentes.  Diversas são as razões para a alta taxa de ingestão destas bebidas, como o sabor característico e o estímulo a uma certa área do cérebro que gera prazer, devido à quantidade elevada de açúcares.

Porém, os refrigerantes não possuem nenhum valor nutricional e, consequentemente, não fazem bem à saúde, o que favorece o aumento de peso e o surgimento de algumas doenças. Por isso, o AnaMaria Receitas traz os malefícios do refrigerante para você se informar e evitar o consumo constante da bebida; confira!

Quais são os malefícios do refrigerante?

malefícios do refrigerante

Esse tipo de bebida possui diversos ingredientes nocivos à saúde em sua composição e, quando consumido em abundância, pode fazer muito mal. Veja a seguir alguns dos principais problemas desencadeados pela ingestão do refrigerante:

Diabetes

Um estudo publicado na revista britânica Diabetologia constatou que beber uma ou mais latas de refrigerantes por dia aumenta em 20% o risco de diabetes na vida adulta. Isso ocorre, pois cada lata da bebida possui cerca de 10 colheres de sopa de açúcar, o que aumenta os níveis de açúcar no sangue e diminui a ação da insulina no organismo.

Obesidade

Os refrigerantes contêm alta concentração de açúcares de rápida absorção, o que aumenta a quantidade desse componente no sangue e dá mais vontade de comer. Ademais, o excesso de açúcar no organismo é acumulado em forma de gordura, favorecendo a obesidade.

Câncer

O alto consumo dessa bebida eleva a glicose no sangue e a resistência à insulina, fatores que estão associados a um maior risco de desenvolver câncer de fígado e doenças hepáticas. Porém, isso não se limita somente aos refrigerantes. A ingestão de bebidas açucaradas no geral pode aumentar em até 40% a probabilidade de um câncer no futuro.

Enfraquecimento dos dentes e ossos

Devido à alta quantidade de ácido fosfórico presente nos refrigerantes, composto conhecido por impedir a absorção de cálcio pelo corpo humano, os ossos ficam mais frágeis, o que aumenta o risco de desenvolver osteoporose a longo prazo. Além disso, a acidez da bebida promove a perda de minerais presentes no esmalte dos dentes, deixando-os mais propícios ao desenvolvimento de cáries.

Gastrite

As bebidas não-alcoólicas gaseificadas possuem efeito irritativo, causado pelo PH ácido. Por isso, podem agravar os sintomas provenientes da gastrite, além de aumentar o desconforto e a distensão abdominal devido ao gás presente em sua composição.

Gostou de aprender as razões para evitar o consumo de refrigerantes? Conheça, então, os alimentos que ajudam a desinflamar o corpo!

Saiba quais as consequências da obesidade pro organismo e como tratá-la


A obesidade é uma doença que afeta a população mundial há décadas, no entanto, o crescimento da indústria de alimentos processados tem sido o grande responsável por um aumento significativo de pessoas obesas. Veja, com o AnaMaria Receitas, como essa doença afeta nosso organismo e o que fazer para nos prevenir dela. (foto: Pixabay)

O que é obesidade e quais são os problemas que essa doença provoca na nossa saúde?

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou a obesidade como uma epidemia global do século XXI e, de acordo com o New England Journal of Medicine, o número de obesos no mundo já ultrapassou o marco de 700 milhões. Mas afinal, o que é obesidade?

Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade se define pelo acúmulo de gordura pelo corpo. Para isso, há mais consumo do que gasto de energia (calorias). Mas vai muito além.  De acordo com Daniela Marchioreto, nutricionista especializada em transtornos alimentares pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a obesidade é uma doença crônica que afeta o sistema metabólico do organismo e sua origem e manutenção é multifatorial. Muito mais complexo do que um simples excesso de peso. 

Além disso, a obesidade pode provocar doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, dificuldades respiratórias e doenças psiquiátricas como depressão, ansiedade e transtornos alimentares

As causas são variadas e cada caso pode ser diferente. As principais incluem problemas hormonais e genéticos, fatores comportamentais, como compulsão alimentar ou sedentarismo e razões socioculturais – indústria alimentícia e produtos não saudáveis em abundância no mercado. 

O diagnóstico é feito pelo IMC, um cálculo que coloca em proporção a altura e peso do paciente. O peso normal de uma pessoa está entre a média de 18,5 a 24,9, já uma pessoa obesa está acima ou igual a 30 no IMC. Esse cálculo pode ser feito online. 

Essa doença atinge pessoas de todos os tipos e origens. Mulheres, homens, idosos e crianças, todos podem desenvolver a obesidade e quanto mais cedo o tratamento, menores serão os danos no organismo. 

Alimentos processados e a indústria alimentícia são responsáveis pelo crescimento da obesidade no mundo. 

alimentos processados
Alimentos processados/ Foto: Pixabay

Um relatório feito em 2019 pela revista científica de medicina “The Lancet”, culpabiliza as grandes indústrias de alimentos pelo alto índice de obesidade no mundo. O relatório utiliza a expressão “calorias vazias” que nada mais é do que alimentos altamente calóricos, porém com baixo nível nutricional. A partir disso, além da obesidade, graças ao consumo exagerado de calorias vazias, surge um novo tipo de desnutrição: há cada vez mais pessoas com sobrepeso, porém sem nutrientes básicos. 

De acordo com a nutricionista Daniela Marchioreto, os alimentos processados muitas vezes estão relacionados com os fatores socioculturais do paciente. Isso porque eles geralmente são mais baratos e são facilmente encontrados, mesmo em regiões mais remotas. Fora isso, esses alimentos contam com a hiper palatabilidade, ou seja, por terem um sabor marcante e previsível, eles são muito mais bem aceitos pelas pessoas, especialmente na infância. 

Outro ponto a ser mencionado são as embalagens dos produtos e como o marketing das empresas podem contribuir para o consumo excessivo de alimentos processados. Marchioreto Daniela diz que “as embalagens são cada vez mais apelativas, pouco informativas e induzem um consumo exagerado de alimentos quando são oferecidos em grandes quantidades por um preço mais acessível”. 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, em 2022, novas regras de disposição das informações nutricionais na embalagem de todos os produtos. A partir de outubro de 2023, a tabela nutricional seguirá uma série de regras (fundo branco e letras pretas, tamanho mínimo de letras e posicionamento padronizado, por exemplo) para que os consumidores possam ter conhecimento do alimento a ser consumido mais facilmente. 

O Centro Federal de Nutricionistas (CFN) também coloca em pauta que a falta de tempo dedicado na cozinha e na preparação da comida é um dos fatores do aumento da obesidade no mundo: “É mais cômodo encomendar uma pizza do que tirar os olhos da tela eletrônica e ir para a cozinha sujar panelas e pratos. Essa ‘perda de tempo’ no preparo da própria refeição é o que se ganha em sobrepeso”. 

Todos esses estudos justificam a alimentação saudável ser a principal forma de tratamento da obesidade. 

Alimentação saudável: a saída da obesidade

O tratamento da obesidade pode ser bem desafiador aos pacientes, afinal, essa doença, assim como qualquer outra doença crônica, não tem cura e exige acompanhamento contínuo de um profissional. Segundo Daniela, “o tratamento da obesidade é multidisciplinar e deve-se avaliar cada indivíduo com cuidado e responsabilidade respeitando sua história, cultura e ambiente no qual ele é inserido”. 

Alimentação saudável e equilibrada/ Foto: Pixabay

Em casos mais sérios, pode ser que sejam incluídos medicamentos feitos para aumentar a saciedade e, consequentemente, facilitar a mudança brusca na rotina. É importante entender que esse tratamento deve ter o acompanhamento de um médico nutricionista especializado em conjunto com psicólogo. 

Sobre os benefícios de preparar sua própria comida, Daniela Marchioreto afirma que “conhecer, ter acesso e familiaridade com os alimentos é o primeiro passo para uma mudança de comportamento em relação à alimentação e aquisição de hábitos alimentares saudáveis”. 

Enfim, para evitar o desenvolvimento da obesidade é importante estar atento à alimentação e aos exercícios físicos praticados, além de estar com os exames médicos em dia. E, para manter uma vida saudável, é necessário entender que o alimento não é apenas uma forma de se manter vivo e sim uma maneira de se conectar com o seu corpo. Preparar suas próprias refeições é uma ótima opção para criar um vínculo saudável com a comida.