Veja mentiras sobre alimentação que sempre te contaram!


Quem nunca recebeu uma dica de alimentação de um amigo ou parente e depois descobriu que aquilo não era verdade?

“Ideias arraigadas sobre o que é saudável ou prejudicial podem ser influenciadas por crenças culturais ou éticas, muitas vezes sem considerar a evidência científica por trás delas”, explica a nutricionista Marinna Reis sobre as informações incorretas compartilhadas. “Além disso, a era digital trouxe consigo uma enxurrada de informações, muitas vezes não verificadas, especialmente nas mídias sociais e na interne”, completa.

O AnaMaria Receitas veio analisar algumas dessas falsas crenças alimentares comuns e entender como elas podem afetar nossa saúde.

  • Comer gordura faz você engordar?

A ideia de que comer gordura faz automaticamente a pessoa engordar é bem comum, mas, na verdade, não é bem assim. O que mais importa mesmo é o total de calorias que a gente consome, não só a gordura. Temos que entender que existem diferentes tipos de gorduras e algumas delas são boas para a saúde.

Por exemplo, gorduras boas, como as que estão em abacates, castanhas, sementes e óleos vegetais, são importantes para o corpo funcionar direitinho e ainda ajudam na saúde do coração. Essas gorduras também ajudam a gente a ficar satisfeitos por mais tempo, o que pode ajudar a comer menos.

  • Produtos ‘light’ são sempre mais saudáveis? 

A palavra “light” só significa que o produto tem menos calorias ou menos gordura do que a versão regular. Mas muitas vezes, para compensar o sabor, esses produtos podem ter mais açúcar ou outros ingredientes que não são tão bons para a saúde.

Então, não é garantido que são sempre a melhor opção. O ideal é dar uma olhada nos rótulos e comparar as opções, para escolher a que é mais saudável de verdade.

  • Os carboidratos são ruins e devem ser evitados?

Os carboidratos são uma parte importante da nossa alimentação, e são nossa principal fonte de energia. O problema é que nem todos os carboidratos são iguais.

Os carboidratos encontrados em alimentos processados, como doces, refrigerantes e pães brancos, são os que devemos ficar de olho. Eles podem aumentar rapidamente os níveis de açúcar no sangue e fazer a gente se sentir sem energia logo depois.

Mas os carboidratos encontrados em alimentos como frutas, vegetais, grãos integrais e legumes são ótimos para a saúde. Eles têm fibras, vitaminas e minerais essenciais para nossa saúde.

  • Beber sucos de frutas é tão saudável quanto comer frutas inteiras?

Quando você toma suco de frutas, acaba perdendo algumas coisas boas que as frutas inteiras têm. Por exemplo, a fibra, importante para a digestão e que nos ajuda a nos sentirmos satisfeitos por mais tempo.

Além disso, os sucos de frutas podem ter mais açúcar do que a fruta em si, especialmente se forem industrializados. Então, é melhor comer a fruta inteira sempre que possível. Isso não quer dizer que você não possa beber sucos ocasionalmente, só é bom não exagerar.

  • Saltar refeições ajuda a perder peso mais rápido? 

Muita gente acha que pular refeições é uma forma rápida de perder peso, mas não é bem assim. Quando pulamos alguma refeição, o corpo pode até perder peso no começo, mas isso não dura muito tempo. O problema é que pular refeições pode fazer com que nosso corpo sinta mais fome mais tarde, então chance de comer demais é maior.

Quando pulamos refeições, o nosso corpo pode ficar sem energia e até prejudicar o metabolismo, sendo o jeito que o corpo queima calorias. E o mais importante: pular refeições não nos ensina a comer de forma saudável a longo prazo.

Então, em vez de pular refeições, é melhor focar em comer alimentos saudáveis e equilibrados ao longo do dia.

Veja também: 8 mitos e verdades sobre alimentação e emagrecimento!

O que é o tacacá, cantado por Joelma em ‘Voando pro Pará’?


“Eu vou tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa”. O hit “Voando pro Pará”, de Joelma, voltou aos holofotes na semana passada, após o cantor Christian Chávez, da banda RBD, citar o prato paraense em um show no Rio de Janeiro, no último dia 10. 

Após grande repercussão, as pessoas começaram a se perguntar o que, de fato, é um tacacá e qual a origem do alimento. Por isso, o AnaMaria Receitas conversou com o chef paraense Saulo Jennings, dono do restaurante Casa do Saulo, para entender um pouco mais sobre a receita e descobrir algumas curiosidades da famosa comida. Venha conferir!

Mas, afinal, o que é o tacacá?

O tacacá é um tipo de sopa feita com goma, tucupi e vegetais que vão variar dependendo da região, conforme explica Saulo. Além disso, a receita também leva uma proteína que, na maioria das vezes, costuma ser o camarão e possui jambu, uma planta que dá um efeito de dormência na boca. Outra grande característica do prato é ser servido muito quente e em uma cuia.

Qual a origem do tacacá?

O tacacá é um prato de origem indígena, típico da região amazônica do Pará. Contudo, o alimento também é consumido em outros estados do Norte do país, como Amazonas e Acre. “Tacacá vem de ‘Mbae Tykyky’, que significa beber aos goles. Foi pensado, originalmente, como uma bebida para trabalho pesado e foi evoluindo nas ruas da Amazônia, desde Viseu até Rio Branco, acompanhando os grandes rios”, comenta o chef. Uma curiosidade é que cada localidade escolhe os tipos de ervas e de camarão que usarão em sua receita, contendo, até mesmo, referências a peixes secos e ostras.

Como preparar o tacacá?

Em primeiro lugar, é feita uma base com goma, uma substância natural de consistência viscosa quando misturada em solução. Depois, é a hora de espalhar o tucupi por cima, adicionar mais uma camada de goma, as ervas e finalizar com o camarão. “O tacacá carrega uma ancestralidade. Assim como a culinária paraense, ele é marcado por tradições, ingredientes únicos, marcantes e originários da região amazônica”, conclui Jennings.

Dia do cachorro-quente: veja curiosidades e diversos preparos pelo Brasil


O cachorro-quente é um dos pratos mais consumidos do mundo. Só para você ter uma ideia, nos Estados Unidos são aproximadamente 20 bilhões de lanches por ano. A praticidade e o sabor são o que dão a fama para o sanduíche de pão e salsicha, mas esse simples prato também tem diversas histórias e preparos incríveis. Veja curiosidades sobre o cachorro-quente. Confira aqui no AnaMaria Receitas!

Origem do nome

Por mais que o preparo da salsicha possa ser algo totalmente industrializado, trata-se de um item bem antigo. Segundo o site Aventuras na História, alguns documentos afirmam que ela surgiu por volta de 1484, data comemorada em Frankfurt, na Alemanha. No entanto, o cachorro-quente que conhecemos hoje teria sido criado por um açougueiro alemão no final do século 17. 

Johann Georghehner, o profissional em questão, criou o prato em Coburg, mas foi até Frankfurt divulgar sua descoberta. Anos depois, o sanduíche chegou nos Estados Unidos com os imigrantes europeus da época. 

Já em terras americanas, eles eram vendidos como “hot dachshund”, nome da famosa raça de cachorros alemã, conhecida popularmente como “salsichinha”. E, para facilitar a pronúncia em inglês, começaram a chamar o prato de “hot dog”, traduzido mais tarde como cachorro-quente. 

Cachorro quente/ Foto: Pixabay
Cachorro quente/ Foto: Pixabay

Diversidade no preparo

No mundo inteiro, o cachorro-quente ganhou sua própria versão. O básico é a salsicha no pão, temperado com ketchup e mostarda. A receita tradicional, porém, pode levar inúmeros ingredientes, como chucrute e picles. Com a popularização dos pratos, mais e mais receitas mirabolantes foram inventadas. 

No Brasil, as mudanças foram intensas. Em São Paulo, por exemplo, o sanduíche recebe purê de batata, molho de tomate e batata palha na montagem. No entanto, no Rio de Janeiro (RJ), é comum que até ovos de codorna apareçam em algumas versões. Já em terras mineiras, costuma-se comer cachorro-quente com milho-verde, bacon, pimenta em conserva e pimentão verde.

Já os baianos têm o costume de colocar azeite de dendê e até abóbora para comer o cachorro-quente. No norte do Brasil, o lanche pode ser chamado de x-caboquinho, mas em Manaus é o Kikão que toma conta das ruas. Nele, além do pão e salsicha, podem ir cenoura, queijo ralado e maionese. E você? Como costuma comer seu amado cachorro-quente?