Entenda a verdade por trás dos aditivos alimentares

Praticamente todo alimento que vem em uma embalagem contém aditivos alimentares. Mas o que eles são e para que servem? Saiba mais sobre os aditivos alimentares com o AnaMaria Receitas! Foto: Pixabay

Sabe aquelas palavras enormes que estão na lista de ingredientes de um alimento industrializado? Então, alguns deles são os aditivos alimentares. São o tipo de ingrediente que sabemos que está ali, mas não sabemos para que servem nem se causam algum mal. 

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Mesmo que o uso deles seja necessário para a indústria alimentícia,  eles são polêmicos. Por isso, saiba mais sobre os aditivos alimentares com o AnaMaria Receitas e veja como manter a sua saúde em dia!

Quais são os aditivos alimentares que mais consumimos?

De acordo com a Anvisa, os aditivos alimentares são “qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos, sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento.”

Para que um produto tenha sabor, cheiro, textura e duração, a indústria alimentícia precisa adicionar substâncias artificiais ou naturais. Veja quais são os aditivos mais utilizados na indústria e consumidos por nós

Corantes:

São utilizados para conferir uma coloração específica de um alimento. Muito importante, afinal comemos com os olhos. Já pensou em comer um salgadinho de queijo que não é amarelo? A indústria pode utilizar corantes naturais ou sintéticos.

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Aromatizantes:

O cheiro de um alimento é tão importante quanto a sua cor e sabor.

Mas os aromas dos produtos industrializados são voláteis, ou seja, duram pouco, principalmente no calor.

Um aromatizante só não é suficiente. É necessário utilizar uma mistura de centenas de substâncias para que se obtenha o resultado esperado.

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Conservantes:

Esses são os responsáveis por dar durabilidade aos alimentos. Alguns como o nitrito e nitrato presentes nos embutidos são mais controversos. Outros produtos conseguem garantir a longa duração por novas tecnologias no processamento, embalagens e tratamento dos ingredientes, sem precisar da adição de outras substâncias. 

Umectantes e antiumectantes:

Os umectantes retém a água de alguns alimentos para deixá-los macios e cremosos, como em recheios de bala, chocolate, bolos e pães. Já os antiumectantes fazem o contrário: previnem água em alimentos e evitam que eles amoleçam. Eles estão presentes em salgadinhos, bolachas e temperos em pó.

Salgadinhos são ricos em aditivos/ Foto: Pixabay

Estabilizantes e espessantes:

Esses cuidam da textura do produto. Os estabilizantes fazem com que substâncias que naturalmente se separam, fiquem juntas, como água e óleo ou partículas de frutas em sucos. Os espessantes dão viscosidade para um alimento como geleias, pudins, sorvetes, molhos, etc. Algumas vezes eles podem ser a mesma substância como a goma xantana. Nenhum dos dois aditivos se mostram perigosos para o consumo, de acordo com pesquisas científicas.  

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Edulcorantes:

Eles são os adoçantes presentes em alguns alimentos “zero açúcar”. Podem ser de origem natural ou sintética e são perfeitos para quem tem algum tipo de restrição como os diabéticos e obesos. 

Acidulantes:

Conferem a acidez de um produto. Refrigerantes, bebidas lácteas e geleias geralmente levam esse aditivo em suas composições. Além disso, os acidulantes podem exercer a função de conservante, já que a alteração do pH previne bactérias. 

Antioxidantes:

Eles previnem a oxidação de alguns alimentos, ou seja, evita que alguns molhos, óleos e produtos com gordura vegetal tenham cheiro ruim. Os mais usados para essa função são sintéticos, uma vez que os naturais exigem uma quantidade maior. Mas é comum que a vitamina C e E cumpram essa tarefa.

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Aditivos naturais são melhores do que os artificiais?

A maior diferença entre os aditivos alimentares naturais e artificiais é a origem de cada um. O primeiro é encontrado, obviamente, na natureza, já o segundo é fruto da manipulação humana. 

Tudo o que comemos é rigorosamente aprovado pelas organizações de saúde e vigilância sanitária. No Brasil quem comanda o esquema é a Anvisa, mas para regulamentar uma substância, a opinião de órgãos de saúde do mundo todo são levadas em consideração

Por isso, quase todos os aditivos usados na produção de alimentos não revelam nenhum risco à nossa saúde. Até os artificiais foram criados para a nossa proteção, uma vez que alguns dos aditivos naturais exigem uma dose alta para que obtenham os mesmos resultados dos manipulados. 

Claro que uma alimentação “in natura” é muito mais coerente quando o assunto é saúde. Mas sabemos que é difícil fazer uma alimentação que não inclua nenhum tipo de alimento processado. 

Alimentos in natura são a melhor opção/ Foto: Pixabay

Eles fazem mal à saúde?

Os cientistas ainda fazem pesquisas frequentes e meticulosas para concluir se algum aditivo pode nos fazer mal. Claro que a maioria não faz, até porque não teriam tantos produtos processados no mercado. Mas existem alguns que devemos ter certo cuidado

O glutamato monossódico, por exemplo, pode ser um risco à saúde do cérebro. Ele é usado para dar um sabor mais acentuado em alimentos congelados e instantâneos e deve ser consumido com moderação. Outros aditivos arriscados são o nitrito e nitrato. Muito comuns em carnes processadas, ambos estão ligados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.  

O xarope de milho rico em frutose é um vazio cheio de calorias. Esse é um pouco incomum aqui no Brasil, mas ainda pode ser encontrado em refrigerantes e bebidas processadas extra doces. A carragenina é um estabilizante e pode causar alto nível de açúcar no sangue, úlceras e problemas intestinais. Além desses existem muitos outros que são regularizados, porém devem ser consumidos com cuidado. 

Como desviar dos efeitos colaterais?

Para que você não sofra com os possíveis efeitos colaterais é necessário saber ler a embalagem. Os aditivos estão, muitas vezes, no final da lista de ingredientes. O nome dos aditivos também podem vir com um número, então fique esperto. Vale a pena dar uma pesquisada sobre as substâncias que você coloca no seu corpo. 

Outro ponto é reduzir o consumo de processados e ultraprocessados. Quanto mais tivermos uma alimentação natural e orgânica, mais nutrientes teremos e menos riscos corremos. Substitua a embalagem pela casca de frutas, vegetais e legumes, isso é o que faz a diferença.